Um governo tão másculo e viríl,nada permissivo à subversão, acaba de proibir a entrada do, denominado pela imprensa, "Barco do Aborto". As justificações são duas e cheias de inteligência que o executivo de Paulo e Pedro sempre nos habituou:
1. Vão apelar à violação das leis portuguesas.
2. É um perigo para a saúde pública.
É hilariante que um barco certificado pelas autoridades médicas da Holanda, que não vai praticar nenhum acto médico no território nacional, seja considerado uma epidemia. A menos, que esteja tudo concentrado na primeira razão: o barco insere-se numa campanha contagiosa contra a estupidez (na minha opinião) das leis portuguesas.
Como essa legislação só se aplica ao território nacional, para garantir que nenhum cidadão nacional pontencialmente as viole é preciso esmagar todos os paises que não cumprem a legislação anti-aborto. A partir de agora, os cidadãos portugueses só podem visitar a Polónia, a Irlanda e o Afganistão... E é urgente pôr em marcha o bombardeamento da Clínica dos Arcos, em Badajoz. Não consigo esperar pelo momento que, bandeiras ao vento, Paulo Portas, Nuno Melo e o efebo João Almeida vão destruir Badajoz. Não se privem. E já agora, tragam caramelos de pinhão...
Não gozes que o caso é sério.
Com os mesmos argumentos com que se proibiu o barco do aborto de entrar em águas portuguesas podem amanhã impedir cidadãos nacionais de atravessarem a fronteira com o argumento de que alguém vai a Espanha (ou outro país) fazer um aborto.