Para o Daniel,que está muito mais velho e que continua cheio de moderação (felizmente não em tudo), este poema do Eric Muhsam:
O REVOLUCIONISTA
Era um revolucionista.
Limpava candeeiros a gás;
Marchava que enchia a vista
C'os companheiros o rapaz.
Diz: "Vou revolucionar!"
E de boné revoltoso
Pr'a banda esquerda tombar,
Até se julga perigoso.
Mas a revoltosa gente
Mete pela rua de trás
Onde ele, pacatamente,
Limpava os candeeiros a gás.
Às lanternas deitam mão,
No pavimento enterradas;
Querem arrancá-las dos chão
Pr'a construir barricadas.
E o nosso revolucionista
Grita: "Eu sou o lavador
Desta luz que é a nossa vista.
Não ma tirem, por favor!
Se lhe cortarmos o gás
Não vê nada o bom burguês.
Por favor, voltém atrás! -
Senão, não vou com vocês!"
Mas os revoluças riram,
E o lavador foi-se embora;
Os candeeiros de gás cairam
Ele, desespera e chora.
Ficou em casa a escrever
Um livro em que diz como é
Que se revolve a valer
Deixando os candeeiros de pé.
Pois.
Infelizmente estou inteiramente de acordo.
Bom post. :)
inteiramente de acordo com o post do NRA, entenda-se.
Afixado por: O Uno e o Multiplo em julho 20, 2004 05:07 PM