maio 18, 2004

A má fé devia ser taxada

Inacreditável, isto é, coisa nunca vista, motivo de espanto, na qual não se acredita! Mas eu ouvi com estes que a terra há-de comer... O nosso edil, saindo de um qualquer redil, foi apanhado por entre erros de ortografia. Que benvindo é nome próprio, e portanto coisa fácil de confundir com saudação, tal como género humano com Manuel Germano ou vida interior com roupa interior, isso o sabíamos já. Que a culpa não é de quem assina os outdoors, vulgo, fora-de-portas, que saudavam recém-chegados e estrangeiros, também o sabíamos: não é de Santana nenhuma responsabilidade do que por aqui se faz, excepto os buracos. Impensável, isto é, coisa que não se espera, que o pensamento se recusa a crer! Mas eu vi com estes que Lisboa há-de comer... A culpa do erro ortográfico nos alfacinhas outdoors, vulgo porta-de-saída, é dos estrangeiros, que conhecem mal o português. A má fé racista devia pagar um alto imposto e ele, o edil do redil, devia sair por baixo! Por minha fé, contratemos estrangeiros para nos governar. Estrangeiros que aprendam, pelo menos, a assumir os erros, ainda que penteados para trás com gel. Porque quem pensa daquele modo só pode ser um erro. Enfim, aprendamos a recusar governadores e governos assim: são mal-quistos.

Publicado por João Paulo Cotrim em maio 18, 2004 09:58 PM
Comentários

Que mal-quistos? São mesmo quistos!

Afixado por: antónio em maio 19, 2004 01:48 AM