"Nenhum governo que deve a sua posição à vontade do povo gastaria biliões de libras em armas químicas, biológicas ou nucleares enquanto o seu povo vive na pobreza"
Isto lê-se na edição de hoje do Público, como sendo parte da arenga que o primeiro-ministro do Reino Unido foi deixar nas martirizadas orelhas dos seus soldados em Bassorá.
Está o insigne estadista a esquecer-se de um exemplo brilhante das impolutas virtudes da Democracia: a Índia.
Ou não possui este país armas atómicas, a par de misérias indizíveis espalhadas a eito pelas ruas de cidades como Calcutá?
Não; ele não se esqueceu de nada. Trata-se simplesmente da velha teoria segundo a qual as armas das Democracias são menos sinistras que as outras. Temos assim que as centenas de bombas no arsenal atómico israelita não são más; se algum dia os votantes israelitas decidirem reduzir a cinza-que-brilha-no-escuro algum dos seus vizinhos com regimes totalitários, what's the problem?
Quando ouvi o Tony Blair a dizer essas palavras pensei... não é que ele está a atacar os EUA ? Um país onde existindo miséria o Governo gasta milhões em armas químicas...
Afixado por: Pedro Farinha em janeiro 5, 2004 09:10 PMA forma simplista com que o assunto é tratado neste 'post' surpreende-me. Será custa assim tanto, tentar ser um pouco menos tendencioso?
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