dezembro 05, 2003

Três histórias de Natal

Três factos, mais ou menos, recentes demonstram à saciedade os mistérios da vida:
1- Um centro comercial na Nova Zelândia proibiu ao “Pai Natal”, que anima o espaço, de sentar as criancinhas ao colo. Os gerentes da superfície comercial temiam possíveis acusações e, respectivos, processos por pedofilia. Quem ficou a ganhar foi o marceneiro, a quem lhe encomendaram uma cadeirinha toda jeitosa para sentar os petizes.
2- Na construção de um memorial às vítimas do holocausto foi descoberto um facto revelador e tétrico. Uma das empresas subcontratadas, responsável pela aplicação de um verniz contra os graffitis, era, nem mais nem menos, a firma que produziu o gás com que foram massacrados os judeus nos campos de concentração. Lénine escreveu que “os capitalistas venderiam a corda em que seriam enforcados”. Enganou-se. A boa gestão não é tão autofágica. Limita-se a assassinar e a ganhar com a homenagem às vítimas.
3- Numa recente competição internacional de ténis, na Austrália, o trompetista convidado em vez de ter tocado o hino oficial espanhol (“ A Marcha Real”) executou o hino da República Espanhola. Os jogadores quase não se aperceberam da mudança. Os dirigentes federativos espanhóis e o embaixador é que passaram a cerimónia aos pulos e a urrar. Prontamente, o governo do inefável Aznar exigiu desculpas oficiais do seu congénere australiano. Mais calma foi a reacção de alguns deputados do país vizinho. Um deputado da Esquerda Republicana da Catalunha justificou o sucedido: “ é natural que, entre duas melodias, os australianos tenham escolhido a música melhor”. Já um deputado comunista foi mais bruto: “eles apenas tocaram a música que devia ser. O hino da República corresponde a um governo eleito pelo povo, o hino da monarquia foi imposto, depois da guerra, pela ditadura de Franco”.

Publicado por NRA em dezembro 5, 2003 06:41 PM
Comentários

1º- Um dos Pais Natal era parecido com o Bibi e não quizeram correr riscos.

2º- Uma das velhotas vendedeiras do Rossio que no 25 Abril vendia cravos para a revolução, era conhecida pela sua afeição a Marcelo Caetano e ao Regime derrubado.

3º -Do mal o menos. Imagina se pussem um disco do Julio Iglésias ou um Passo Doble? eh!eh!eh!

Um abração do
Zecatelhado


Afixado por: Zecatelhado em dezembro 5, 2003 08:51 PM

IIUYIKJL

Afixado por: em dezembro 11, 2003 08:53 PM

Arangem histórias para sete actores

Afixado por: Miguel em dezembro 17, 2003 02:46 PM

vao passear tive a porcura de informaçao do passo dloble e aparece esto que para alem de mais é uma estupides oviram

Afixado por: carina em janeiro 12, 2004 07:47 PM

lzllllananbha

Afixado por: Elizer em março 30, 2004 03:00 AM