agosto 26, 2003

O verdadeiro expoente da "geração rasca"

Parece que o incontornável Vicente Jorge Silva andou a cascar forte e feio nos desmandos de uma tal de "Arte Contemporânea". No DNa de dia 16, o desassombrado jornalista/deputado/pai da Nação/cineasta proclamou que "A única coisa que acho patética é a chamada arte contemporânea. Tem um lado de vigarice evidente. Se o Pedro Cabrita Reis colocar ali uma série de presuntos em fila é uma extraaordinária instalação (...) Há uns tempos, vi um vídeo do Julião Sarmento (...) Bem, aquilo é considerado de altíssimo interesse cultural e não me transmite coisíssima nenhuma."

Engraçado; quando vi o filme "Porto Santo", a única coisa que me tal obra de VJS me transmitiu foi uma vontade irreprimível de mudar de canal. Fosse para onde fosse; até uma telenovela da TVI seria bem vinda naquela ocasião de tédio sem fim. Equiparar tamanho desperdício de boa película virgem a qualquer coisa saída das meninges do Cabrita Reis - por sinal o nosso artista com maior circulação internacional - seria, perdoem-me a expressão, comparar o olho do cu com a Feira de Beja.

Afinal, o dicionário não é o único local onde "patético" e "pateta" andam juntinhos...

Publicado por Luis Moura em agosto 26, 2003 12:18 PM
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